És tu. És sempre tu. Para onde quer que olhe, para onde quer que vá... és tu, sempre tu que eu vejo. O teu rosto, os teus traços, o teu jeito, o teu sorriso. É o odor, o teu perfume, os teus cabelos, as tuas mãos nas minhas.... os teus lábios. Ouço-te falar, sei exatamente como falas, conheço exatamente o teu tom de voz, cada pausa, cada esgar, cada momento em que paras para pensar e cada momento em que paras para sorrir. Sou eu que paro. Sou eu que, ao ver-te em cada espaço por dentro dos meus olhos, não paro. Continuo a encontrar-te em todo o lado, em toda a gente, a todo o instante. E não sei o que hei-de fazer para te fugir (como se foge do que está por dentro dos meus olhos? como se escapa do que não pode ser eliminado, do que é mais do que um pensamento dentro da cabeça? como se escapa do que te preenche a mente? como se escapa de algo que ambicionamos, desejamos ardentemente, como se acaba com o que nunca começou?), não sei o que hei-de fazer para te fugir especialmente porque não quero fugir de ti.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
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